GoiáisPol discute projetos para a Polí­cia Civil

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As perspectivas e os desafios da carreira de policial civil e o modelo de segurança pública que a sociedade quer estão sendo discutidos durante todo o dia de hoje no GoiásPol – 1º Encontro dos Policiais Civis do Estado de Goiás, que está sendo realizado na Assembleia Legislativa. A abertura foi realizada de manhã e contou com as presenças do secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, Joaquim Mesquita, do subdelegado-geral de Polícia Civil, Deusny Aparecido Silva Filho, do diretor Escola Superior de Polícia Civil, Daniel Adorne, da deputada estadual Adriana Accorsi, do presidente do SINPOL-BA, Marcos de Oliveira Maurício, do presidente da Feipol Nordeste, Bernardino Gayoso, e do presidente do SINPOL-SC, Anderson Vieira Amorim.

Também compuseram a mesa coordenadora dos trabalhos os representantes das entidades que organizaram o encontro: o presidente do SINPOL-GO, Paulo Sérgio Alves Araújo, o presidente da União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci), Ademar Oliveira, o presidente da Associação dos Papiloscopistas Policiais do Estado de Goiás (Appego), Alexandre Félix de Oliveira, e a presidente da comissão organizadora do 1º GoiásPol, Simone de Jesus. No período da manhã, serão abordadas questões relacionadas aos desafios e à estruturação da carreira de policial civil em Goiás. À tarde, serão analisadas as discussões que vêm sendo tratadas no Congresso Nacional, que propõem uma revolução na arquitetura institucional da segurança pública. São vários projetos tramitando no Congresso Nacional.

O presidente do SINPOL-GO lembrou que a atual diretoria tem viajado por todo o Estado para conhecer cada espaço ocupado por policiais civis. “Nós nos deparamos com muitos problemas, como assédio moral, falta de estrutura, aviltamento dos direitos dos policiais. Hoje iniciamos a discussão e acharemos caminhos”, afirmou. “Continuaremos viajando, fazendo com que os direitos sejam respeitados”. Para Paulo Sérgio, a oportunidade de um encontro como esse é de discutir, debater as conquistas e carências, desenvolvendo as ideias para organizar propostas. Ele citou como exemplo de ideia que dá certo, por ter sido planejada em conjunto com os policiais, a estruturação da Escola Superior da Polícia Civil, antiga Academia de Polícia. “O que falta na Polícia Civil são propostas”, disse.

O presidente da Ugopoci, Ademar Oliveira, também destacou a importância do evento e também as dificuldades para sua realização. “Em 37 anos de Ugopoci, nunca tivemos um trabalho como esse”, observou. “Temos de envolver todos os policiais civis para discutir nossa carreira. Sabemos que é difícil avançar nas carreiras, mas temos de insistir e conquistar”. O presidente da Appego, Alexandre Félix de Oliveira, enalteceu a qualidade dos policiais civis que estavam presentes no encontro. “É fundamental a propositura de projetos, que vamos estimular e acompanhar”, analisou. A coordenadora da comissão organizadora, Simone de Jesus, alertou que é importante desconstruir o pensamento de que quem atua na segurança pública deve se ocupar apenas de executar. “Quantos de nós sabem quantos projetos estão sendo votados?”, questionou. “Temos de nos ocupar disso, sim”.

O secretário de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, representando o governador Marconi Perillo, enfatizou que todos os tópicos da programação do encontro são bastante atuais. “Um deles, particularmente, tem em mim um grande defensor, o ciclo completo de polícia. Quanto aos demais, é necessário um aprofundamento temático”. A deputada Adriana Accorsi deu as boas-vindas aos participantes e disse que é uma honra receber os policiais civis na Assembleia Legislativa. “Esse evento é muito importante, sobretudo em um momento de extrema dificuldade na segurança pública, com a criminalidade crescente e os trabalhadores cada vez mais cobrados e com necessidade de melhores condições de realizar seu trabalho”, avaliou. “É preciso encontrar caminhos para a política de segurança pública e para oferecermos melhores serviços para a sociedade”.

O subdelegado-geral, Deusny Aparecido, afirmou que a Polícia Civil está orgulhosa pela realização do evento. “Parabenizo as entidades por essa iniciativa tão brilhante. Todos aqui querem uma sociedade melhor e uma segurança pública melhor”, concluiu. Também policial civil, o presidente-comandante da Guarda Civil Municipal, Elton Magalhães, ponderou que o momento é de repensar a divisão entre delegados, agentes e escrivães. “Precisamos aproximar mais esses protagonistas da segurança pública, inclusive em termos salariais”, propôs. O diretor da Escola Superior da Polícia Civil, delegado Daniel Adorne, defendeu a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 51, que prevê a desmilitarização da polícia, o ordenamento de toda a instituição policial em carreira única e realização do ciclo completo do trabalho policial (preventivo, ostensivo e investigativo), entre outros pontos. “Precisamos mudar e a PEC 51 é uma chance para isso, mas estou preocupado com a formatação dessa proposta, por isso precisamos discutir”, disse.

SINPOL-GO LIVRE E TRANSPARENTE!

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