Conheça a história de Robson Nascimento, policial civil que trabalha como papiloscopista

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Robson e outros policiais civis em mobilização por melhores condições de trabalho

A função é uma das mais importantes dentro das atividades da Polícia Civil. Mas você sabe o que um papiloscopista faz?

Entre as carreiras oferecidas dentro da Polícia Civil está a de papiloscopista. Mas você sabe exatamente o que esse profissional faz? Trata-se de uma carreira indispensável para a conclusão de inquéritos criminais, pois, através de seu trabalho, é possível identificar autores de ocorrências bem como desvendar crimes.

Este é o trabalho de Robson Magalhães de Araujo Nascimento, de 34 anos. Natural de Goiânia, ele trabalha como policial civil há oito anos e conta que desde pequeno tinha o sonho de ser policial. “Meu pai era arrecadador fiscal do Estado, e eu sempre me inspirei nele. Na época do concurso para a Polícia Civil, eu não sabia o que um papiloscopista fazia, mesmo assim não desanimei, procurei pesquisar e estudar sobre a profissão. Fui aprender na prática dentro do curso de formação da Polícia”, comenta.

Como papiloscopista, ele contou um pouco mais de sua rotina de trabalho: “Dentro da área civil, nós trabalhamos colhendo digitais para a confecção de carteiras de identidade, identificação de candidatos em concursos públicos, dentre outras funções. Já na área criminal o trabalho é mais complexo: fazemos perícias em locais de crime levando os fragmentos coletados para análises laboratoriais, colhemos impressões digitais para depois buscá-las dentro do banco de dados, fazemos identificação de cadáveres e outras funções também.”

Robson no trabalho na Academia de Policia

Robson afirma que quando entrou na Polícia Civil, foi lotado na sessão de datiloscopia, responsável pela administração e arquivamento de registros de impressões digitais. “Lá eu fazia a organização e busca dos registros para confecção de carteiras de identidade para detectar possíveis fraudes de pessoas que faziam mais de uma identidade com nomes diferentes”, relembra.

Ele revela ainda que no início tudo era mais difícil devido à falta de infraestrutura para a realização do trabalho: “Antigamente esse trabalho era feito manualmente, a olho nu mesmo, analisando uma a uma de um universo de fichas. Agora o sistema foi informatizado, o que facilitou e deixou o trabalho mais rápido e preciso.” Desde 2012, Robson trabalha na coordenação criminal, na sessão de identificação criminal externa, onde atua na identificação de presos e suspeitos de todo o país.

A rotina do papiloscopista da Polícia Civil é bem exaustiva e minuciosa. Dentre as suas atividades estão análise de fragmentos encontrados em locais de crime; manuseio de cadáveres; coleta e perícia de materiais; análise e comparação das digitais de recém-nascidos para identificação de sequestro ou troca na maternidade; operação de equipamentos eletrônicos e laboratoriais (elementos químicos, arquivo de imagens); armazenamento de informações em banco de dados e comparação técnica de impressões papilares (digitais).

Fora do trabalho, Robson é uma pessoa mais caseira. Reservado, não é muito fã de baladas, prefere programas mais tranquilos. “Quando tenho tempo livre gosto de ir ao cinema ou de ficar em casa descansando, assistir a seriados, reunir amigos, às vezes algum jogo no computador”, finalizou.

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