Policiais civis aprovam indicativo de paralisação 

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Os policiais civis do Estado de Goiás aprovaram nesta quarta-feira (18) o indicativo de paralisação caso os deputados da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovem a Reforma da Previdência proposta pelo governo do Estado, que retira direitos dos policiais civis tratando-os de forma diferente dos militares, que já tiveram as suas demandas atendidas em nível federal, por meio da PEC já aprovada na Câmara Federal.  O Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol-GO) convoca toda a categoria para nova mobilização nesta quinta-feira, 19, às 15 horas, na Assembleia Legislativa.

A decisão foi tomada pelos policiais, que estão sendo convocados todos os dias pelo Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol-GO), pela União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci) e pelo Sindicato dos Delegado do Estado de Goiás (Sindepol) para pressionar os deputados afim de que as alterações na previdência dos servidores não sejam tão prejudiciais. Eles defendem que seja mantida a isonomia entre os policiais civis e militares, que estão sendo tratados  de forma diferenciada e discriminatório pelo governo do Estado.

Outras carreiras também estão sendo afetadas com a PEC. Os policiais penais, representados pelo Sindicato dos Servidores de Execução Penal (Sinsep), inclusive, estão dispostos a também paralisar as atividades no caso de aprovação nos termos propostos pelo governo.

Além dos policiais, os delegados civis titulares de delegacias especializadas, de delegacias regionais e que estão em cargos indicados pelo governador Ronaldo Caiado estão dispostos a entregar os cargos de confiança que possuem na Secretaria de Segurança Pública (SSP), caso os policiais civis tenham, de fato, tratamento diferenciado dos demais servidores e a PEC seja aprovada no mesmo molde em que está.

Sinalização de paralisação 

Em assembléia realizada na porta da ALEGO a categoria aprovou a sinalização de uma paralisação ainda nesta semana. De acordo com o presidente do Sinpol-GO, Paulo Sérgio de Araújo, há possibilidade concreta de os policiais paralisarem suas atividades caso a PEC seja aprovada, mas ainda estão aguardando as definições.

“Se a PEC for aprovada, nós vamos convocar uma assembleia para definir uma paralisação no dia seguinte”, afirmou o presidente. Mesmo sem poderem fazer greve, por decisão do STF, o presidente comenta que os policias vão fazer o serviço nos moldes que a Justiça determina. “Vamos trabalhar com o efetivo, que já é pequeno, reduzindo para apenas um servidor em cada delegacia. É isso que o governador de Goiás quer”, afirmou.

“Não nos resta outra alternativa a não ser deixar de fazer o trabalho de mais de um profissional, como temos feito por anos a fio, uma vez que temos servido ao Estado com baixo número de efetivo. Nós nos manteremos trabalhando, mas com o que somos pagos para trabalhar”, concluiu o presidente.

SINPOL LIVRE E TRANSPARENTE!

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