Agente de Polícia une amor aos animais à realização profissional

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Hoje, dia 14 de Março, é considerado o Dia Nacional dos Animais. A data foi criada para dar visibilidade à causa e a questões como os maus tratos. E um agente de polícia foi o idealizador do Grupo de Proteção Animal, grupo que pertence à Dema e que investiga casos como esses que vamos conhecer agora.

“Esse resgate foi marcante. Quando chegamos, ela já não conseguia andar e infelizmente não resistiu”, lamenta João Paulo Diniz. Ele é agente de polícia do Grupo de Proteção Animal da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Ambientais, idealizado por ele. Há oito anos na polícia civil, João Paulo já passou pela Genarc da 7°DRP pela Deic, Dercap, Corregedoria e agora na Dema se diz realizado. “Sempre fui apaixonado por animais. Desde criança, por muito tempo, achei que ia fazer o curso de veterinária, mas acabei cursando Direito e entrando na polícia. Hoje consigo unir as duas coisas que gosto: a polícia e os animais”, avalia João Paulo.

Um outro resgate marcante foi de um filhote que levou uma paulada na cabeça e que ficou sem um dos olhos. “Quando chegamos ele estava amarrado e não tinham levado ele ao veterinário e mesmo assim quis brincar comigo na hora”, lembra o agente.

Filhote resgatado pela equipe de João Paulo

O amor pelos bichos começou cedo e João Paulo já nem consegue mais enumerar quantos cachorros, gatos, coelhos já teve. Por morar em apartamento, tem hoje “apenas” 4 gatos. Dois deles foram adotados, pois eram animais de rua.

Quando ainda estava na Deic, houve a mudança da lei dos crimes ambientais e o crime de maus-tratos contra cães e gatos passou a ser punido com prisão. Foi quando por iniciativa própria fez pesquisas sobre a quantidade de casos que existem e sobre a atuação das polícias de outros Estados. O projeto de criação do Grupo de Proteção Animal foi levado à diretoria que recebeu bem a ideia. “Durante todo esse processo surgiram muitas pessoas na polícia que apoiaram muito e uniram esforços para que o projeto fosse concretizado”, comemora o agente.

Depois de muitas reuniões, foi decidido que o grupo pertenceria à DEMA e logo depois a equipe foi selecionada dentro de um rol de pessoas que já eram conhecidas por gostar da causa. O Grupo é chefiado pela delegada Simelli Lemes e recebe cerca de 90 denúncias por mês. Dentre os vários desafios enfrentados no dia a dia, a falta de uma rede de apoio é um dos maiores. “Não existe abrigo público para encaminhar os animais que precisam ser retirados de uma eventual situação de maus-tratos”. Nem isso o desanima. Para ele não há sensação mais gratificante na carreira até agora que retirar um animal dessa condição.”

Cadela vivia numa gaiola coberta com um tecido e sem alimentação.
O agente de polícia ri ao contar que ainda não foi mordido.

PARA DENUNCIAR: gpagoiania@gmail.com

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