Único filho e morador de Santo Antônio do Descoberto que se tornou policial civil – profissão que exerce com orgulho e zelo –, o agente de polícia Antônio Pedro da Silva Filho, o Neném, de 41 anos, foi homenageado com o Título de Cidadão Santoantoniense pela Câmara Municipal da cidade em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao município. A entrega foi proposta pelo vereador Alexandre de Jesus Assis.

Neném dividiu a homenagem com os colegas da Delegacia de Santo Antônio do Descoberto. “Receber essa homenagem foi uma honraria, não só para mim, mas para minha família. Para minha mãe (Maria Belarmino), que criou quatro filhos sozinha”, afirmou o policial civil, que começou a trabalhar aos 10 anos de idade, sempre na cidade natal, e não parou mais. Nem de trabalhar nem de estudar. Em 2001 passou no concurso para prefeitura municipal como fiscal de posturas e no concurso para PM-GO, na qual trabalhou por 12 anos, sendo cabo. Ele pediu exoneração após ser aprovado na Polícia Civil, em 28ª colocação, e na PM-DF, em 250ª.

“Tive chance de trabalhar em Brasília, mas preferi ficar aqui porque quis fazer algo pela cidade onde nasci. É um sonho realizado e a homenagem não é para mim, mas para toda a equipe da Polícia Civil, toda a comunidade, minhas filhas (Blenda Antonelle, de 15 anos, e Rebeca Sophia, de 7). Acredito que Deus vai cuidando da gente. Um simples gesto de caridade cria uma onda sem fim quando a gente faz o bem tudo volta para nós. Sempre trabalhei assim”, conta.

Antônio Pedro formou-se em duas graduações: Contabilidade, em 2006; Direito, em 2014; e continua estudando, é acadêmico de Psicologia, no terceiro semestre. Possui ainda três pós-graduações: Gestão em Segurança Pública, Docência do Ensino e Psicopedagogia.
Sobre a homenagem recebida, ele conta que um jornalista da cidade publicou a notícia em seu site da cidade e depois ligou para ele, curioso. “Ele disse que geralmente, quando publica esse tipo de notícia, sempre tem pessoas falando mal. Mas no meu caso, foram mais de cem comentários e todos elogiando, parabenizando. Achei bacana o reconhecimento da sociedade”, conta. “Acho que estamos aqui para fazer a diferença mesmo, não é para ser melhor do que ninguém nem para fazer mais do que dá conta, mas fazer sua parte com qualidade, da melhor forma possível. O povo precisa disso, nós precisamos disso”.

O policial ensina ainda que turbulências na vida todos vão ter. “Já perdi o que ninguém aceita perder na vida. Perdi uma filha com tumor no coração e depois dessa perda eu aprendi que a gente tem de viver bem, fazer coisas boas e prosperar sempre”, ensina. Para ele, o melhor pensamento de reflexão é acreditar que tudo vai ficar bem, que ser honesto é o mais importante e que tem de lutar sempre. “Tempos ruins podem chegar, mas não vão durar para sempre. A gente fica melhor quando tem a consciência de que está fazendo certo”. Ele finaliza com um recado para as autoridades: “Aqui no Entorno a gente é um pouco esquecido. Acho que o governo tem de olhar para o ser humano de modo geral, aqui também tem pessoas que têm história.”

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