Goiás participa de campanha para alimentar banco genético de desaparecidos

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Há seis anos, a família de Nagib Pacheco da Silva busca por notícias dele. Era dia 29 de maio quando o senhor que tinha na época 75 anos voltava da feira com a esposa e os dois bisnetos. Por um descuido, ele passou por uma rua e ela por outra. Depois disso, Nagib nunca mais foi visto. Para ajudar a solucionar casos como esse, o Ministério da Justiça e Segurança Pública criou a Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. Entre os dias 14 e 18 de junho, todos os Estados, vão oferecer locais para os familiares de pessoas desaparecidas doarem material genético ou entregarem algum item de uso pessoal do desaparecido. Em Goiás, serão 22 locais. Basta clicar no link abaixo para saber onde e em qual cidade isso será feito: 

PONTOS DE COLETA GO

Serão coletadas amostras biológicas dos parentes de primeiro grau da pessoa desaparecida (pai, mãe, filhos, irmãos). Os perfis genéticos são então inseridos no banco de dados das Secretarias de Segurança Pública dos estados e comparados semanalmente com perfis genéticos de pessoas de identidade desconhecida, vivos ou mortos.

O neto de Nagib Pacheco, Luciano Francisco da Silva,  diz que não saber onde o avô está causa muita angústia a toda família. “Já recebemos um monte de pistas falsas, fomos no interior, ligaram com gracinha, brincadeira. Ele foi quem me criou e é mais que um pai pra mim”, lamenta Luciano.



Nagib Pacheco da Silva, desaparecido em 2015.

Investigação – Quem investiga casos como esse é o Grupo Especial de Investigação de Desaparecimento de Pessoas, que desde 2012 integra os quadros da Deic. Em 2018, passou a integrar o Grupo Antissequestro (GAS). O número de desaparecimentos em Goiás é muito dinâmico, varia todos os dias. Mas, segundo a Polícia Civil, a média é de 80 registros por mês somente em Goiânia.

A escrivã de polícia Jacqueliny Bastos, que trabalha no Grupo, orienta que o registro de desaparecimento pode ser feito em qualquer delegacia, inclusive na delegacia virtual. “É bom lembrar que não existe essa regra de que é preciso esperar 24 horas”, ressalta Jacqueliny. De todas as ocorrências, em cerca de 95% as pessoas são localizadas. As outras 5% são pessoas que podem ter envolvimento com droga, problema psiquiátrico, problemas de convívio familiar ou vítima de algum crime.

O Grupo Especial de Investigação de Desaparecimento de Pessoas também é responsável pela investigação do desaparecimento de menores de idade. Mas, como quase sempre esse tipo de desaparecimento está relacionado a algum crime (corrupção de menor, por exemplo), a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) tem tomado frente das investigações. E caso seja solicitado, o Grupo também dá apoio ao interior.

Ministério Público – Os registros de desaparecimento feitos pela polícia civil alimentam o banco de dados do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID). O PLID usa outros bancos de dados e cruza informações para ajudar na identificação de pessoas desaparecidas. Embora o trabalho do PLID GOIÁS não substitua a apuração realizada pela Polícia Civil, ele pode auxiliar no enfrentamento do problema. Para tanto, é disponibilizado o e-mail plid@mpgo.mp.br para contato, bem como uma página nas redes sociais para divulgação da foto da pessoa desaparecida.

Em caso de dúvidas, basta clicar no link (FAQ campanha GO) ou pelo telefone (62) 98140-4071.

Conheça também a história de José Maycon, desaparecido há sete anos.

***** A Secretaria de Segurança Pública criou um site com fotos de todos os desaparecidos do Estado.

 

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