Caso de vereadora de Bom Jesus assassinada tem reviravolta

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A Polícia Civil de Bom Jesus de Goiás com o apoio do Genarc de Itumbiara, continuando as investigações do caso da Vereadora Roseli, que teve a vida ceifada no dia 2 deste mês, caso inicialmente tratado como latrocínio, efetuou nesta quarta-feira, 12, no fim da tarde, a prisão de Joaquim dos Santos, agenciador do crime, de 60 anos, e hoje, pela manhã, a prisão de Vilmar Rodrigues da Rocha (ex marido e mandante do crime, de 57 anos), detenções que trouxeram a tona a verdade sobre o caso e uma tremenda reviravolta.

Nos dias seguintes ao caso, suposto latrocínio, surgiram informações que levavam a crer que tudo não passava de uma simulação para esconder um homicídio praticado mediante paga, assim sendo, a Polícia Civil passou a explorar tal linha de investigações e várias diligências foram implementadas, bem como medidas cautelares junto ao Poder Judiciário e oitivas de testemunhas que mostraram a existência de uma ferrenha disputa entre os ex companheiros a respeito da divisão de bens no divórcio, inclusive com ameaças de morte por parte de Vilmar contra Roseli.

Voltando a data de ontem, 12, a Polícia Civil representou ao Poder Judiciário e, com parecer favorável do Ministério Público, foi decretada e em seguida, cumprido em Itumbiara, o mandado de prisão preventiva contra Joaquim dos Santos, momento em que este confessou integralmente, inclusive em vídeo, sua participação no crime e afirmando que teria aceitado a encomenda do crime ofertada pelo ex esposo da vítima Vilmar, morte acertada pelo valor de 50 mil reais, detalhando a trama criminosa.

Joaquim inclusive indicou aos Policiais Civis os bens adquiridos com os R$ 20.000 recebidos do mandante Vilmar(ainda restavam R$30.000, para receber), como uma moto, móveis, telefone e pagamento de contas, tudo pago em dinheiro vivo.

De posse destas informações e percebendo que tudo estava em harmonia com os demais elementos obtidos durante as investigações, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva de Vilmar Rocha, quando na manhã de hoje, 13, foi cumprindo o referido mandado em sua residência, em Bom Jesus, por ter encomendado a morte da vítima, visando assim, evitar uma partilha de bens que vinha se arrastando na justiça, bens este que Vilmar se negava a dividir com sua ex mulher.

Concluídas as investigações como homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa, e não mais como latrocínio, o Inquérito Policial será remetido ao poder judiciário e os presos ao Presídio local, onde permanecerão à disposição da justiça.

Vale a pena salientar que durante o cumprimento dos Mandados de Prisão e Busca e Apreensão contra VILMAR foi apreendido um revólver calibre 38, munição dos calibres .38, .380 e .32, além de mais de R$ 10.000 em moeda corrente.

De agora em diante, Nathanael, Rafael e Gilberto, inicialmente autuados e que estão presos por latrocínio, serão indiciados por homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa e por este crime responderão junto com o “agenciador” Joaquim e pelo mandante Vilmar.

SINPOL LIVRE E TRANSPARENTE!

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