Nota oficial – Crise na Segurança Pública

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O Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol-GO) tem alertado a Secretaria de Segurança Pública e o Governo do Estado quanto à necessidade de se investir na estrutura de trabalho, na contratação e na valorização das forças policiais. O lamentável evento ocorrido na noite desta quarta-feira (13) em São Miguel do Araguaia revela a necessidade de maior atenção e seriedade no trato com a vida de todos os goianos.

Um evento em que um município de 22 mil habitantes foi tomado pelo terror numa ação que resultou em duas agências bancárias atacadas, 15 reféns e a morte de uma servidora do Ministério Público não pode se repetir. A Polícia Civil de Goiás tem em seus quadros alguns dos mais preparados profissionais no País e fará um esforço concentrado para prender cada um dos bandidos.

Mas os policiais civis e todos os goianos merecem uma Segurança Pública melhor estruturada. O Grupo Antirroubo a Bancos (GAB) tem apenas um delegado, seis agentes e escrivão para atender todo o Estado de Goiás. A Polícia Civil de São Miguel tem apenas três viaturas, sendo que uma delas não tem condição de uso. Além disso, são apenas um delegado, cinco agentes e quatro escrivães na cidade atacada.

Essa estrutura é muito inferior ao mínimo necessário para reprimir crimes como o que o Brasil assistiu na noite desta quarta-feira. Uma das consequências dessa precariedade de estrutura e de pessoal é o visível aumento dos ataques a agências bancárias e caixas eletrônicos em todo o estado, inclusive na capital.

Em 1998, a Polícia Civil tinha 6 mil servidores no total. Hoje tem 3,2 mil, contando delegados. Só entre 2008 e 2015, o volume de trabalho da PC goiana aumentou mais de 400%, mas o quadro só vem sendo reduzido, a despeito dos poucos concursos realizados. Os policiais civis e militares estão colocando suas vidas em risco e vêm realizando um trabalho heróico. Eles e todos os goianos merecem mais respeito e segurança.

SINPOL LIVRE E TRANSPARENTE!

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