Policiais civis deflagram Operação Legalidade Máxima por atraso em salários

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Integrantes de todas as carreiras da Polícia Civil iniciaram, nesta terça-feira, 13, a Operação Legalidade Máxima, que vai perdurar até a data do efetivo pagamento dos salários do mês de outubro para os servidores da segurança. A decisão foi tomada em assembleia geral unificada, realizada no pátio da Secretaria de Segurança Pública, quando os policiais manifestaram sua indignação não apenas com os atrasos nos salários, mas também com o tratamento desigual dispensado pelo governo do Estado às diferentes categorias integrantes da segurança pública, já que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros tinham pagamento previsto para ocorrer também nesta terça-feira.

Já os policiais civis só terão seus salários liberados no dia 21 de novembro, quando quase estará se completando o segundo mês trabalhado, conforme informou o calendário de pagamentos divulgado pelo governo do Estado na segunda-feira (12) à tarde. A Operação Legalidade Máxima consistirá em cumprir tão somente o que determina a legislação. É fato que, diante da carência de pessoal e de recursos, os policiais civis vêm se desdobrando, inclusive trabalhando fora de sua carga horária e até das atribuições para oferecer um atendimento digno à população. A partir de agora, todos os procedimentos se restringirão ao estrito cumprimento do que determina a legislação.

Paralelamente a isso, outras medidas estão sendo tomadas, como enfatizou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol-GO), Paulo Sérgio Alves de Araújo. A assessoria jurídica do Sinpol já entrou na Justiça com ações de obrigação de fazer (no caso, para que o governo faça os pagamentos na data prevista em lei) e de não fazer (atrasar os salários). “Estamos realizando a assembleia, mas também estamos tomando outras medidas, recorrendo à Justiça”, enfatizou Paulo Sérgio durante a assembleia. Outras entidades tomaram o mesmo caminho.

As entidades que representam os servidores da Polícia Civil e realizaram a assembleia são, além do Sinpol, a Adpego, a Appego, o Sindepol e a Ugopoci. Os representantes também agradeceram, de público, o apoio das associações que atuam em defesa dos policiais e bombeiros militares (Assego, ACS e Amigo) e dos agentes prisionais (Aspego), presentes na assembleia conjunta.

Acesse aqui a íntegra da Instrução Normativa de Operação Legalidade Máxima dos Policiais Civis do Estado de Goiás. 

SINPOL LIVRE E TRANSPARENTE!

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