“Tudo que fazemos com amor é recompensado” – A história de Lucas Borges, Agente de Polícia Civil que é apaixonado pelo que faz

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O agente de polícia pode ser investigador de campo, efetuar prisões, conduzir veículos policiais, fazer buscas e afins. Ele reúne evidências de um caso para que o escrivão possa documentar e, assim, seja aberto o inquérito policial. Tem um trabalho bastante ativo: faz prisões, interroga suspeitos, atende a ocorrências, examina evidências de um inquérito, organiza a ordem dos acontecimentos e monta a sequência do processo judicial.

Há cinco anos essa é a rotina de Lucas Borges Cândido, de 34 anos, que é natural de Uberlândia-MG. Sua história na polícia começou no ano de 2014 como Agente de Polícia na Polícia Civil do Estado de Goiás:

Lucas no trabalho em ação nas ruas

“Minha primeira lotação foi na cidade de São Simão, onde permaneci por um ano e depois fui para a cidade de Quirinópolis, onde também permaneci por um ano. Em março de 2016, fui lotado na cidade de Cocalzinho de Goiás (Regional de Águas Lindas de Goiás), cidade localizada no Entorno de Brasília, onde permaneço até hoje”, revela Lucas.

Lucas diz ainda que a região, além de ser muito grande e violenta (considerada uma das regiões mais perigosas do Brasil), também sofre com a falta de efetivo de policiais como em todo o Estado de Goiás. Mesmo assim, o trabalho de todos é reconhecido pela população:

“O município de Cocalzinho de Goiás é bastante extenso, possuindo uma área em torno de 1,8 mil km² e somos apenas quatro policiais civis (um delegado, um escrivão e dois agentes) para investigar todos os crimes que ocorrem neste vasto território. Mesmo assim, conseguimos investigar e prender vários autores de crimes como homicídio, latrocínio, roubo, furto e tráfico de drogas.”

“As maiores dificuldades no trabalho são as relacionadas à falta de efetivo, pois esta região do Entorno de Brasília é muito problemática. O excesso de trabalho e a falta de efetivo acabam deixando os policiais muito sobrecarregados”, conta Lucas.

Lucas em ação pela Polícia Civil

Mesmo com todas as dificuldades do dia a dia, Lucas não desanima. O trabalho como policial civil é sua grande paixão, tem orgulho do que faz, anseia por melhores condições de trabalho e também luta por melhorias:

“O que eu espero da Polícia Civil é o reconhecimento pelo esforço do trabalho realizado, pelas horas que passamos longe da família, pelas horas de dedicação em resolver os problemas das pessoas que nem conhecemos. Espero também que a Polícia Civil e o governo reconheçam o esforço dos policiais, com melhores formas de ascensão na carreira, critérios mais objetivos para a promoção, além de melhores salários, pois a discrepância para o salário do cargo de delegado é muito alta.”

Por fim Lucas reconhece com o é gratificante o trabalho como policial civil e faz uma revelação: também é apaixonado por esportes.

“A maior satisfação do trabalho do policial é quando alguém abre um sorriso, aperta sua mão e diz: ‘obrigado por tudo’, ‘muito obrigado por ter prendido a pessoa que matou meu familiar’, ‘muito obrigado por ter prendido aquele traficante’, é muito gratificante”, conta.

“Além do amor pela Polícia Civil e pela família, minha outra paixão é o esporte, mais especificamente o ciclismo. Sou ciclista amador e concilio meus treinos com o trabalho. O ciclismo é um excelente remédio para o estresse acumulado no trabalho”, finaliza Lucas.

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