Sinpol defende mobilização contra reforma da Previdência do Estado

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Audiência pública foi organizada pela deputada estadual Delegada Adriana Accorsi

Representantes da diretoria executiva do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol) participaram da audiência pública, nesta quarta-feira, 6, realizada na Assembleia Legislativa, que debateu a proposta de reforma da Previdência estadual.

A iniciativa partiu da deputada e delegada de polícia Adriana Accorsi (PT), que conclamou a todos para uma vigília permanente, em defesa dos direitos dos servidores públicos estaduais, ameaçados, segundo ela, pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que o governador Ronaldo Caiado (DEM) enviou à Assembleia.

“Vivemos um momento preocupante e difícil, pela perda de direitos dos servidores em vários pontos do projeto do governo”, disse Adriana, citando, por exemplo, a extinção dos quinquênios e da licença-prêmio, além dos entraves que dificultam o acesso à aposentadoria.

Daniel de Carvalho Toledo, 2º vice-presidente do Sinpol, classificou a reforma como perversa, por retirar direitos já conquistados da categoria. Ele apontou ainda que a PEC privilegia, por exemplos, a Polícia Militar. “Não pode haver tratamento diferenciados entre as forças de segurança”, afirmou.

De acordo com Toledo, a categoria vai continuar mobilizada, participando de debates sobre o assunto, como forma de minimizar o impacto negativo que a reforma vai causar na vida dos servidores públicos. “Vamos atuar junto aos deputados, na tentativa de que o texto da proposta seja alterado, porque não podemos ser prejudicados”, pontuou.

A deputada Adriana Accorsi endossa a declaração de Daneil Toledo, por entender, também, que os servidores da Polícia Civil estão sendo discriminados, com tratamento não isonômico em relação à PM. “Isso não pode acontecer, já que fazemos parte da mesma secretaria, a de Segurança Pública”, salientou. “Estamos todos indignados com essa situação”, arrematou.

Para Antônio da Costa e Silva Neto, da Diretoria Jurídica do Sinpol, a mobilização não só dos servidores da Polícia Civil, mas de todos as categorias do Estado, é importante e necessária, para pressionar o governo a alterar pontos da reforma que prejudicam diretamente o funcionalismo estadual. “A mobilização de todos é uma forma de diminuir o impacto das medidas do governo, com a reforma. Ou seja, devemos lutar para que a perda de direitos não nos prejudique tanto. Queremos que o governo dê tratamento igualitário a todas as forças de segurança do Estado”, defendeu.

A categoria ganhou o reforço dos deputados Cláudio Meirelles (PTC) e Eduardo Prado (PV), que é delegado de polícia, que fizeram questão de prestigiar a audiência pública. “O governo quer sanear as contas do Estado a qualquer preço e está fazendo isso nas costas do funcionalismo”, disse Meirelles. “E o pior é que o governador não discutiu essa matéria com o principal interessado, que é o servidor”.

Meirelles conclamou os servidores da Polícia Civil para que estejam sempre mobilizados durante a discussão da proposta da reforma da Previdência. “Não podemos ficar parados. Chegou o momento da responsabilidade de todos”.
Por sua vez, o deputado Eduardo Prado sustentou que mesmo sendo da base do governo na Assembleia Legislativa, que não vai aceitar tratamento diferenciado entre policiais civis e militares.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintego), Bia de Lima, apontou contradições no projeto do governo e também defendeu a união de todos para tentar barrar, pelo menos em parte, os itens que prejudicam os servidores. Ela também lamentou a falta de diálogo governo com os servidores e disse que, se necessário, a categoria vai montar acampamento na porta da Assembleia, na defesa dos direitos do funcionalismo.

 

Também participaram da audiência pública a vice-presidente da Sinpol, Wânia Cristina Rodrigues de Araújo, e Henrique César de Araújo, da Diretoria Administrativa. O presidente da entidade, Paulo Sérgio Alves de Araújo, não participou do debate, por questão de agenda, mas defende a mobilização de todos para a manutenção de direitos que ele considera como sagrados.

Agentes da Polícia Civil participaram do evento
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