POLICIAIS CIVIS DEMONSTRAM INSATISFAÇÃO COM O GOVERNO

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Na primeira assembleia extraordinária coordenada pela nova diretoria do Sinpol Goiás foi decidido que os policiais civis devem mostrar à atual gestão o quanto estão insatisfeitos com o tratamento que vem sendo dado à categoria. Realizada hoje, dia 30 de junho, no Clube dos Policiais Civis, a assembleia contou com representantes de todas as regionais e várias unidades do Estado. O presidente Renato Rick lembrou que, em relação às forças de segurança, o Sinpol Goiás tem protagonismo na luta sindical e é um espelho para outras entidades. Ele ainda recordou que há 3 anos e meio o Sindicato tenta diálogo com o atual governo, sem sucesso. “Nós nunca fomos recebidos pelo Governador, nem pelo Secretário de Segurança Pública”, afirmou Renato. “Nós prestamos um serviço de excelência à sociedade e de bons resultados e por isso, merecemos essa contrapartida do governo”, concluiu o presidente.

Antes da votação sobre a estratégia de enfrentamento à posição do governo frente os projetos de interesse da categoria, o vice-presidente do Sinpol, Charles Pessoa, lembrou que a modernização da carreira é o nosso grande pleito e que a aprovação da integralidade e paridade não foi um benefício que nos foi concedido, mas sim DEVOLVIDO em parte, visto que a pensão por morte não atende ao que já existia. Além disso, ter deixado a turma de 2017 de fora da integralidade e paridade sem que o Sindicato tomasse conhecimento das intenções do governo gerou uma grande insatisfação e desconforto entre os policiais. Ele ainda citou o tratamento diferenciado que a polícia civil recebe se comparado às outras forças de segurança, como por exemplo em relação às pensões por morte, alíquota previdenciária e até mesmo a falta de isenção da taxa de renovação de CNH.

Outros colegas fizeram o uso da palavra e lembraram a importância de uma boa articulação política e de mostrar para a gestão atual que os policiais civis não estão dispostos a apoiar o governador enquanto as reivindicações como promoção, modernização da carreira e o pagamento do restante da data base não forem, ao menos, sinalizadas como prioridade.

O endurecimento do discurso se deu depois de expostas todas as tratativas que o Sinpol Goiás tentou com Estado. Diante disso e da inércia da Administração da Polícia Civil, a deliberação foi unânime: todos os policiais votaram por fortalecer a luta por direitos. Para finalizar, a direção se comprometeu a continuar lutando para que a turma de 2017 seja abarcada pelos benefícios previdenciários.

Confira o vídeo da deliberação:

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