A missão de salvar vidas

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Eles são os primeiros super-heróis da vida de uma criança, mas acabam sendo nossos heróis de uma vida inteira. Encontramos na Polícia Civil de Goiás colegas que já pertenceram ao Corpo de Bombeiros e hoje dividem plantões com a gente. Eles deixaram a instituição, mas foram unânimes em dizer que se trata de uma profissão gratificante.  Vem conhecer!!!

O agente de Polícia Classe Especial, Erasmo Ribeiro de Carvalho está na Polícia Civil há 22 anos, e esteve no Corpo de Bombeiros de 1992 até 1998. Na época dele, eram duas turmas com 30 pessoas e não tinha efetivo feminino. O maior desafio era trabalhar de forma improvisada.
O maior orgulho for ter sido chamado para compor a turma do curso de Guarda Vida, onde somente 14 bombeiros foram treinados. A primeira missão foi atuar na temporada de férias em Aruanã. A turma dele dos Bombeiros acaba de completar 30 anos.
(Fotos: Álbum do Erasmo)
Rodrigo Lacerda de Assis está desde 2013 no cargo de agente de Polícia de 1ª Classe na Polícia Civil, e  já trabalhou por dez anos no Grupamento de Resgate do Corpo de Bombeiros. Para o ele, a profissão tem seus desafios e estar bem física e psicologicamente são fundamentais para salvar vidas e vai além, é preciso estudar muito para diminuir a chance de erro. “Você sai para uma ocorrência e sabe que lá você vai encontrar uma pessoa em desespero, que não te conhece, mas espera por você”.
Se você não treina, não estuda, você não pode fazer nada. Em qualquer trabalho, quanto mais você estuda, se limita a margem de erro. Nesse momento não pode errar porque alguém vai sofrer mais do que deveria ou poderia e você está ali para amenizar o desespero de alguém com o seu estudo”, explica. Apesar de ter se especializado no resgate e ser apaixonado nessa adrenalina, atendimentos em altura e água, não eram prá ele.
(Fotos: Álbum do Rodrigo )
O agente de Polícia, Rogerio Helou Rocha está há mais de 20 anos na Polícia Civil e formou em 2001 no Curso de Formação de Soldados do Corpo de Bombeiros. Ficou pouco tempo na corporação e serviu em Aparecida de Goiânia. Ele lembra que desde o curso foi um treinamento muito exaustivo e o gratificante era realmente salvar vidas de pessoas e animais. “Em Aparecida era muito comum esse resgate”, conta.
Ele lembra que a união entre os colegas é um das boas experiências vividas no quartel. Quando já estava na PC e chegava para trabalhar na Delegacia de Crimes de Trânsito um taxista bateu na moto que ele estava, e foi socorrido por colegas que serviram com ele nos Bombeiros. “Fui atendido com uma prontidão muito grande. “O bombeiro militar é uma classe muito unida. Não é porque saí dela, que ela sai de você, pelo contrário, ainda tenho um pouco dos bombeiros nas veias, apesar de amar ser policial civil”, reforça.
(Foto: Álbum do Rogério)
Para oficializar a importância da profissão, por decreto do presidente Getúlio Vargas, de 1954, foi instituído o 2 de julho como Dia Nacional do Bombeiro, em atendimento às demonstrações de agradecimento do povo brasileiro pelas frequentes provas de valor e bravura dos integrantes das corporações.
Em Goiás, a data é celebrada com uma série de eventos e a entrega de medalhas de Ordem do Mérito Dom Pedro II. As atividades militares de combate a incêndio tiveram início no Estado em 17 de dezembro de 1958. Atualmente, a corporação conta com o efetivo de cerca de 2,7 mil militares.
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