Relato da escrivã da Polícia Civil, Vanuza Batista da Silva, mãe do João Victor (14 anos), portador do Transtorno do Espectro Autista (TEA): 

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As pessoas evitam convidá-los para as coisas, nunca vamos a confraternizações, festas. A maioria das pessoas não sabe lidar com o jeito dele. Ele faz ruídos, fica inquieto, mexe muito as mãos… Eles se assustam com o comportamento dele e chegam a fazer comentários maldosos. 

A gente sabe que é ignorância, as pessoas são mal informadas, mas dói muito ver o jeito que tratam meu filho. Ele não tem amigos, não tem colegas, ninguém quer conviver com ele. O João sempre me pergunta que horas um amigo vai chamá-lo para brincar e eu fico sem ter o que dizer.  

As pessoas não sabem como isso é grave. É muita gente que nasce com essa condição, são pessoas que ficam dependentes a vida toda e o que será delas no futuro? Sempre precisarão de alguém para ajudar, e essa segunda pessoa também fica sem trabalhar. Precisamos de atenção. 

O Dia Mundial do Autismo e a campanha Abril Azul buscam dar visibilidade para esse tema, assim como mobilizar a sociedade sobre essa condição ainda desconhecida e discriminada por muitas pessoas. 

Apesar de todos os avanços alcançados durante o decorrer dos anos, principalmente com a leis que amparam os autistas no Brasil, esses direitos ainda são ignorados pela maioria da sociedade. 

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