Trabalhar como policial civil me dá a oportunidade de lutar contra a impunidade

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Policial civil desde fevereiro de 2010, Marcelia Sueli de Almeida Queiroga, 35, vê no trabalho a oportunidade de lutar contra a impunidade. A policial é formada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e atualmente trabalha na Gerência de Licitações da Secretaria da Segurança Pública como representante da Polícia Civil naquele local. Já esteve lotada na Delegacia de Apuração de Ato Infracional (Depai) de Luziânia, no Distrito Policial de Silvânia e de Leopoldo de Bulhões. Em 2013, a policial sofreu um acidente de trabalhou e pediu transferência para Goiânia.

Na carreira como policial, Marcelia destaca o homicídio de uma jovem de 17 anos em Luziânia como um dos mais marcantes. “Apesar de trabalhar na Depai, também prestava serviços para a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). Estávamos perdidos no início da investigação, a vítima não tinha problemas com ninguém. Mas conseguimos as provas e apontamos o autor. Foi chocante, me marcou muito”, conta a policial.

O vínculo criado com uma criança de 10 anos vítima de estupro também é apontado por Marcelia como um momento intenso na carreira de policial. “Ela chegou na delegacia de Luziânia e não queria falar ninguém. Comecei a conversar e ela me contou tudo o que aconteceu”, lembra a policial. Marcelia conta que conseguiu convencer a menina a falar com a escrivã e visitou a família em outras ocasiões. “Eu me preocupei em como ela estaria depois. Criei um vínculo com a família”, diz.

A policial ainda lembra que o conhecimento em Direito a ajudou em diversas situações em que precisou discutir alguma situação com um superior e até mesmo durante investigações em que era preciso definir os próximos passos. “Neste trabalho é importante saber se as provas têm valor jurídico ou não”, afirma Marcelia, que é casada há 10 anos e antes de ser policial civil já trabalhou no comércio, fábrica de calçado e confecção de roupas de crianças e adultos.

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