Sinpol leva demandas da categoria à cúpula da Polícia Civil

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As principais demandas dos policiais civis do Estado de Goiás foram apresentadas em reunião nesta quarta-feira, 1º de junho, entre diretores do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol-GO) e membros da cúpula da Polícia Civil. As principais questões são referentes ao corte de gastos promovido pelo governo do Estado, que afeta diretamente a categoria, e ao baixo contingente, situação que tem prejudicado a prestação de um serviço de qualidade à população e também tem levado os policiais a grande sobrecarga de trabalho.

Participaram da reunião o presidente do Sinpol, Paulo Sérgio Alves Araújo, o delegado-geral da Polícia Civil, João Carlos Gorski, o delegado-geral adjunto, Deusny Aparecido Filho, o superintendente de Polícia Judiciária, Odair José Soares, e o delegado regional de Goiânia, Alexandre Pinto Lourenço. O presidente do Sinpol explica que as situações apresentadas são as que mais geram descontentamento. “O corte de gastos, por exemplo, leva ao não pagamento de horas-extras, diárias. São direitos que estão sendo retirados. Já perdemos, a partir do próximo ano, uma das promoções anuais. Conseguimos que não fosse a partir deste ano”, pontua Paulo Sérgio.

Outra situação associada é o baixo contingente, que leva a situações danosas, como o plantão de sobreaviso de policiais, no interior do Estado. “Não querem compensar os policiais nesse tipo de plantão, nem com remuneração nem com folgas e isso não vamos aceitar”, ressalta o presidente do Sinpol. Uma preocupação é com a situação dos trabalhadores das centrais de flagrante, principalmente dos escrivães de polícia. “Está havendo um acúmulo grande de trabalho e muita incidência de doenças ocupacionais”, afirma. O Sindicato também está preocupado com o funcionamento da central única de flagrantes, que reunirá, em um só local, toda a estrutura hoje de flagrantes na capital.

“Nossa postura não é pelega nem de aceitação ou subserviência, mas inteligente, de nos impor por meio do cumprimento da lei e do diálogo”, justifica Paulo Sérgio. Na semana passada, o Sinpol conseguiu liminar na Justiça desobrigando agentes de polícia a registrar ocorrências, como vinha ocorrendo em virtude de uma portaria do delegado regional de Goiânia.

SINPOL-GO LIVRE E TRANSPARENTE!

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