SINPOL-GO participa de discussões em Brasília sobre reforma previdência

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Colegas policiais civis, no dia de ontem (07/12/2016), o Presidente do SINPOL Paulo Sérgio Alves de Araújo e a Secretária Geral Keithe Amorim, participaram em Brasília de reuniões ocorridas no Ministério da Justiça e no Congresso Nacional, envolvendo lideranças da COBRAPOL, FENAPRF, FENAPEF, FENADEPOL, SINDEPOL, APCN, AMPOL, ADPF, APCF, ABRAPOL, ANSEF, SINDEPO, ADEPOL e ABC, além também de contar com o apoio do Diretor Geral da Polícia Civil do Distrito Federal, que ao fazer uso da palavra, manifestou a importância de se oferecer tratamento adequado e isonômico àquele prestado às Forças Armadas, retirando da reforma previdenciária todas as instituições policiais. Restou pontuada a expectativa de vida dos policiais no Brasil, qual seja, 56 anos, de acordo com levantamento realizado pelo próprio Ministério da Justiça, como também o trabalho efetuado pelos profissionais, que diverso das demais searas de trabalhadores, gera profundo desgaste físico e psicológico, considerada por órgãos mundiais como a profissão mais estressante e perigosa do mundo.

Em decorrência de não haver sido marcada tempestivamente a reunião com o Ministro da Justiça Alexandre de Moraes, o que se buscou conseguir no dia de ontem, não foi possível discutir a questão com o líder da pasta, haja vista que este se encontrava com a agenda já ocupada e, inclusive, na ocasião, despachando com o Presidente Michel Temer, motivo pelo qual as lideranças classistas foram recebidas pelo Secretário Nacional de Segurança Pública Celso Perioli e pelo Secretário Executivo do Ministério da Justiça José Levi Mello do Amaral Júnior.

Ao se manifestar, Celso Perioli reconheceu a necessidade de tratamento diverso aos profissionais das forças de segurança e destacou que irá se empenhar junto ao Ministro da Justiça para que possa abrir espaço para discussões sobre o tema.

José Levi, Secretário Executivo do MJ, pontuou sua convicção de que o Ministro da Justiça deve abraçar os anseios dos servidores policiais.

Ao se manifestar, o Vice Presidente da Federação dos Policiais Federais, Flávio Werneck Meneguelli, foi aplaudido pelas demais lideranças classistas ao dizer que as entidades não aguardam outra determinação, a não ser a retirada imediata das forças de segurança pública da reforma da Previdência, não devendo sequer ir à CCJ para avaliação, destacando inclusive que caso não o seja feito, não restará aos policiais brasileiros a única “arma” de defesa que possuem, que será uma paralisação geral em todo o país.

A presidente da AMPOL, Creusa Camelier, disse que espera que o Ministro da Justiça honre com a palavra dada à Associação de Mulheres Policiais do Brasil, que no último encontro ocorrido em outubro, garantiu que os policiais brasileiros não seriam afetados com as alterações previdenciárias. Acrescentou ainda que se as Forças Armadas, que foram retiradas da reforma em razão de se organizarem para guerras futuras, as demais polícias lidam com guerras todos os dias.

O Presidente da COBRAPOL, Jânio Bosco Gandra, foi firme em suas colocações e disse que os policiais civis brasileiros não aceitarão calados e quietos o absurdo de serem colocados em vala comum com as demais profissões, considerando todas as complicações da missão que desenvolvem.

Os líderes de entidades fizeram o trajeto a pé, da sede do Ministério da Justiça até a Câmara dos Deputados, passando pelo Palácio do Planalto, como forma de protesto. Já na Câmara, os Deputados Federais ligados à Segurança Pública de todo o país, dentre eles João Campos e Waldir Soares, ambos de Goiás, se reuniram com os líderes classistas e garantiram que irão oferecer resistência a aprovação da reforma da maneira que foi apresentada, impondo aos policiais algo tão desconexo com a realidade.

Na data de hoje (08/12) deverá ser apresentada a proposta da Reforma da Previdência na CCJ da Câmara. O relator que é de Alagoas, Artur Lira, já manifestou pela imprensa que seu relatório está pronto.

Caso seja mesmo apresentada, hoje, na próxima terça-feira será votada a sua admissibilidade, momento em que esperamos contar com todos os representantes das polícias, acrescentando que já temos deputados que irão pedir vistas para que não ocorra essa primeira votação.

Hoje será encaminhada a relação dos membros da CCJ a  todos os representantes classistas das forças de segurança de todo o país, para que estes façam contato com seus parlamentares, em seus respectivos Estados.

Ainda ontem foram criadas duas comissões no grupo – União dos Policiais do Brasil, tendo a adesão dos agentes penitenciários, que estão dispostos a junto conosco, realizar reações nos presídios se for o caso. Uma Comissão ficará encarregada da mobilização em todo país, cabendo a COBRAPOL a sua coordenação, enquanto a outra comissão, que é parlamentar e técnica, se encarregará das propostas de mudanças e contato com parlamentares.

Definiu-se pelo dia 13/12 uma mobilização das lideranças classistas de todo o país em Brasília, na Câmara de Deputados.

O Ministro da Justiça receberá hoje, sem horário definido, os representantes, para trazer a decisão do Presidente quanto a proposta levada ontem ao líder do governo.

Cumpre-nos informar aos nossos policiais que não esgotamos as investidas junto ao governo para que sejamos retirados da proposta da reforma previdenciária.

O SINPOL-GO esclarece seu compromisso de persistir na luta classista e que envidará todo o esforço necessário para cumprir fielmente os anseios de seus representados, se comprometendo ainda a manter informada sua base de todas as decisões.

Agenda de Hoje:

– Audiência com o MJ para conhecer a resposta do presidente sobre encaminhamento feito ontem da reivindicação dos policiais

– 10h – CCJ

SINPOL LIVRE e TRANSPARENTE

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