De pai para filhas: a carreira de policial civil na família

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Quem nunca sonhou em ser policial quando criança? Ainda mais quando a inspiração vem de dentro da própria casa. “Quando eu era pequena, criancinha, eu adorava ouvir as histórias dele, da delegacia, ficava escondida escutando. Era uma aventura pra mim”, revela a agente de polícia Aline Beppu. Ela é filha do agente de polícia aposentado Gilberto de Oliveira Coelho. Aline trabalha hoje na Central de Flagrantes, em Goiânia e diz que fica cheia de orgulho quando escuta “você é filha do Gilbertinho? Seu pai era excelente policial, a polícia perdeu demais quando ele aposentou”.

Irmãs Eliane e Aline Beppu, agentes de polícia, filhas do policial aposentado Gilberto Coelho.

Além de Aline, Gilberto inspirou também a outra filha, Eliane Beppu a seguir a carreira policial. As duas passaram juntas no concurso de 2004, quando resolveram estudar assim que perderam a mãe para um câncer raro. E estudaram em segredo. Ao saber que as duas filhas haviam sido aprovadas ainda muito jovens, o pai ficou feliz, mas ao mesmo tempo receoso. Eliane, que hoje é chefe da Divisão de Proteção à Saúde do Servidor da Polícia Civil, conta que o pai chegou a acompanhá-la em sua primeira lotação. “Ele foi comigo até Caldas Novas pra ver como era a delegacia, ver quem estava. Coisa de pai mesmo”.

Gilberto Coelho, agente de polícia aposentado, conhecido como Gilbertinho.

A paixão pela profissão é o que as irmãs Beppu dizem ter em comum com o pai. Aline é formada em nutrição, mas se realizou na polícia. “Amo ouvir as histórias do meu pai, de quando ele estava na ativa. Agora é vez minha e da minha irmã”, finaliza Aline. Eliane se formou em psicologia, mas passou no concurso no mesmo ano em que terminou a faculdade. Para Eliane, amar a profissão faz toda a diferença. “Esse amor pela polícia civil que a gente via no meu pai acho que passou pra gente. Temos uma dedicação muito grande, a gente gosta do que faz” , conclui.

Mais inspiração – O que antes era inspiração, agora é assunto de longos bate papos. É sobre o trabalho que Karla Mattos e o pai Manoel Pereira da Silva mais conversam. Os dois são policiais. Ele também foi a referência para para a escolha da profissão da filha. “Eu nasci em 93 e meu pai entrou na polícia em 91. Recordo-me dele voltando do trabalho cheio de histórias para contar e sempre muito orgulhoso quando conseguia solucionar algum caso. Karla é agente de polícia da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e reconhece o pai como seu maior incentivador. E sabe que com ele pode sempre aprender. “Afinal, tenho pouco mais de 3 anos de carreira e ele 30 anos”, completa ela.

Karla Mattos, agente de polícia, diz que o pai Manoel Pereira, também agente, foi inspiração para a carreira.
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