Dezesseis anos da informatização da Polícia Civil: um processo que ainda não acabou

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A foto é de uma delegacia em Goiás da década de 70. Veja só como eram feitas as peças de um inquérito: na máquina de escrever. Cerca de 30 anos depois, tudo foi informatizado e não foi uma tarefa fácil. Dia 15 de setembro é considerado o DIA DA INFORMÁTICA e preparamos uma reportagem para mostrar como foi o processo de informatização na polícia. O escrivão Ricardo Vilaverde participou desta demanda. Era o ano de 2004, ele havia acabado de entrar na Instituição e estava terminando o curso de Ciências da Computação pela PUC-GO quando foi convidado a integrar o time da extinta Superintendência de Informática, Planejamento e Telecomunicações (SIPT).

“Quando começamos a trocar as máquinas, houve resistência. Teve um episódio de um colega que eu só consegui trocar a máquina dele quando ele entrou de férias e o delegado autorizou”, conta Vilaverde. Hoje, ele ri do episódio, mas na época foi um momento complicado. Ricardo Vilaverde lembra que uma vez lhe pediram que fizesse um boletim de ocorrência em seis vias e “até hoje não descobri o porquê de tantas cópias”. Além da objeção ao sistema, houve complicações nos treinamentos e no convencimento dos colegas a usarem o sistema e abandonarem o modelo manual. “Levou um tempo e foi preciso em alguns casos que a direção determinasse o uso”, recorda o escrivão. Com o passar do tempo as pessoas foram quebrando este obstáculo e hoje ele considera bem mais tranquila a implantação das inovações. “Nem se compara com o que era há 17 anos”, conclui.

Ricardo Vilaverde, escrivão, participou do processo de informatização da Polícia Civil.

É importante lembrar que quando se fala em informatizar uma estrutura, não se trata somente de trocar a máquina de escrever pelos computadores. Essa é uma das partes mais visíveis do processo, mas inclui também trocar sistema de registros e pesquisas, alterar a estrutura física das unidades. “As delegacias precisaram ser ampliadas, foi necessário passar cabeamento de rede, a rede elétrica precisou ser modificada, as unidades precisaram de resfriamento, houve todo um investimento na criação e compra de banco de dados (investimentos em licenças de software) e treinamento. A mudança foi generalizada”, informa Ricardo.

Máquina de datilografia, pertencente ao arquivo da Polícia Civil.

Arquivo – na Escola Superior da Polícia Civil ainda existem algumas máquinas de escrever antigas e até manual de datilografia. O agente de polícia de classe especial Bruno Garajau Pimenta, que trabalha no Arquivo da Polícia Civil e é coordenador da Comissão de Pesquisa Histórica, separou algumas fotografias de como era uma delegacia na década de 70, antes de qualquer sistema informatizado.

Modelo de máquina de escrever usado nas delegacias antes do processo de informatização.
Delegacia na década de 70
Delegacia na década de 70.

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