22 anos de conquistas

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Nascido Sindicato dos Policiais Civis da Região Metropolitana do Distrito Federal em Goiás (Metropol), em 1998, o Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol) comemora 22 anos de existência. Ou melhor, de conquistas.

Daquela entidade inicial idealizada por 30 policiais civis do Entorno do Distrito Federal e que reunia cerca de 80 filiados nos idos da década de 90, apenas o ideal de unir e defender a categoria permanece intacto. Porque nessas duas décadas a entidade avançou muito, afirma o agente José Goes Carvalho, um dos sócios-fundadores e que trabalha na Delegacia da Mulher em Valparaíso de Goiás.

“Começamos do nada e hoje temos sede própria, clube, uma série de benefícios. Foram muitas conquistas”, avalia Goes. Resultado das greves feitas no passado e que hoje não são necessárias graças ao departamento jurídico da entidade, que tem avançado nas conquistas da categoria no campo jurídico.

Mas foram as greves do passado, que marcam o início da entidade, que garantiram o mínimo para os policiais civis, afirma o agente de Polícia de Classe Especial aposentado João Antônio da Silva Arcanjo. “Quando eu entrei na Polícia Civil, tive que comprar a minha arma de fogo, a minha algema e as munições para trabalhar porque o Estado não fornecia os equipamentos aos policiais para que pudéssemos exercer nossa função com segurança e eficiência.

Segundo ele, foi a falta de estrutura e de condições de trabalho que motivou a criação do sindicado. “Falta de viaturas, combustível, armamento, munições, algemas, coletes balístico, delegacias sem infraestrutura adequada, falta de conhecimento técnico policial”, exemplifica Arcanjo.

Mas ao longo dessas duas décadas, a principal conquista do sindicato não foi patrimonial, na opinião de Goes. Segundo ele, o maior bem que o policial civil adquiriu a partir das lutas do sindicato foram o respeito e a valorização profissional. “Hoje, quando chega um membro do sindicato os delegados têm respeito”, diz, com orgulho de quem acreditou e acompanhou o sonho virar realidade. “Sempre acreditei que o sindicato é que segura e resolve todos os problemas dos policiais. A categoria unida se torna mais forte”, diz, com convicção.

Para Arcanjo, que já foi diretor Jurídico da entidade, entre os avanços importantes que os policiais civis tiveram com o Sinpol pode-se destacar a Escola Superior da Polícia Civil, “que forma um quadro de policiais muito capacitado, temos vários grupos especializados que estão entre os melhores do país e, em razão disso, a sociedade goiana está muito mais segura”.

Apesar de trabalhar em Alexânia, distante do Entorno Sul do Distrito federal, Elaini Zimmermann foi uma das primeiras policiais civis a se filiar na recém-criada entidade, em 1998. E ela lembra que um dos fatores que levaram à fundação do Sinpol foi o fato de os policiais civis goianos do Entorno do DF trabalharem muito mais que os de Brasília e ganharem bem menos. “Em Goiânia parece que não havia um grupo buscando a organização sindical e essa ideia surgiu entre nós, lá no Entorno, os rebeldes, os rejeitados, ninguém queria trabalhar na região e, quando ia, era porque era castigado”, lembra Elaini.

Na avaliação da policial, a expansão do Sinpol se deu também a partir dos policiais do Entorno que foram transferidos para outras regiões do Estado, inclusive a capital, e incentivaram os colegas a se filiarem. “As pessoas que conseguiram sair do Entorno para a capital e outras regiões vieram com as ideias de luta dos policiais do Entorno. A necessidade foi fazendo os policiais civis se levantarem e, com ela, algumas lideranças de Goiânia, de Anápolis, que deram uma força muito grande para o crescimento do Sinpol.”

Orgulhosa de ter participado do início da entidade, Eliani avalia que “a colheita está sendo maravilhosa”. “Nossa luta sempre valeu a pena e por isso sou uma defensora ferrenha da união do grupo”, concluiu.

O sucesso do Sinpol pode ser analisado por números: mais de 2 mil filiados, sedes próprias em Goiânia e Valparaíso, veículos, e, por último, a concretização de mais um sonho: a aquisição do Clube do Policial Civil, em uma chácara, em Goiânia, instalada para receber os policiais civis do interior do Estado, de passagem pela capital. Tudo isso foi conquistado com muito trabalho e transparência na aplicação das contribuições dos policiais filiados.

É por isso que a comemoração não é pelos 22 anos de existência, mas pelas conquistas destes 22 anos.

SINPOL LIVRE E TRANSPARENTE!

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