Uma visão diferenciada sobre a Polícia Civil

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Agente de polícia há sete anos, Clodoaldo Bastos, de 34 anos, é casado e tem uma filha. Encontrou nos livros e estudos inspiração para o trabalho e família. Formou-se em História pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) em 2005 e lecionou em escolas públicas e particulares por cerca de cinco anos, até passar em um concurso da Polícia Civil. O cinema, principalmente diretores como Ozu, Kubrick, Sergio Leone, Hitchcock e Arnaldo Jabor, lhe influenciou e deu base para começar a ler, interpretar e agir o mundo.

Clodoaldo destaca autores como Shakespeare, Nietzsche, Marx, Rousseau, Victor Hugo, Sartre, Adorno e Horkheimer como suas principais influências. O agente de polícia afirma que estudar diferentes pensamentos sobre a sociedade permitiu que ele desenvolvesse uma visão diferenciada sobre a Polícia Civil. “A PC não é apenas um instrumento do monopólio do Estado, não é o inimigo. Olho para as situações que passamos no dia a dia do nosso trabalho e busco perceber o papel da polícia dentro da busca pelos direitos sociais do cidadão”, afirma.

No trabalho, os olhos do agente de polícia constantemente se voltam para locais que poucas vezes são observados. “Quando entramos na casa de um pequeno traficante, daqueles que vendem para conseguir mais droga para usar, encontramos com frequências crianças malcuidadas, sujas, com fome e em locais insalubres. O descaso do governo é o que mais choca”, conta.

O agente de polícia também afirma que a visão acadêmica e a rotina na profissão lhe permite ver a polícia em dois lados e, por isso, em âmbito maior, “inclusive de mudança social e maior humanização”. Clodolado cita a Delegacia da Mulher de Aparecida de Goiânia, onde trabalha atualmente, como um exemplo de garantia de direitos sociais promovido pela Polícia Civil. O agente de polícia também trabalhou no Genarc da Regional de Porangatu; 11° DP, 16° DP e Deic de Goiânia.

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