Policiais civis dizem não a mudanças nas promoções

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Policiais civis manifestaram hoje sua indignação e repúdio ao projeto de lei do governo estadual que quer reduzir as promoções da categoria, que hoje ocorrem duas vezes por ano, para uma vez apenas. O SINPOL realizou assembleia hoje à tarde, antes de o projeto ser levado a plenário, na Assembleia Legislativa, para tratar desse assunto e de outros, de interesse dos policiais, inclusive a possibilidade de participar das ações que estão sendo articuladas por outras categorias, descontentes com o parcelamento dos salários, adotado pelo governo de Goiás a partir deste mês.

“O SINPOL jamais vai aceitar qualquer ataque aos direitos dos trabalhadores. Estamos aqui para mostrar nosso repúdio e dizer que não aceitamos essa mudança”, disse o presidente do SINPOL, Paulo Sérgio Alves Araújo, durante a assembleia dos policiais. Ele explicou que o projeto original do governo do Estado previa que, já a partir deste ano, ocorreria apenas uma promoção, no mês de janeiro de cada ano. No entanto, o SINPOL, depois de várias reuniões com deputados estaduais e secretários de Estado, entre outras lideranças, inclusive das entidades que representam os policiais militares, conseguiu que em 2015 permaneçam as duas promoções, em janeiro e julho. “Consideramos isso uma vitória parcial da categoria, porque, se o projeto for aprovado, a partir de 2016 será apenas uma promoção, em julho”.

O presidente do SINPOL esclarece que foi informado de que as promoções referentes a janeiro deste ano, que encontram-se na Casa Civil, serão retroativas. “Se isso não for cumprido, recorreremos à Justiça”, adiantou. Sobre a votação do projeto que altera as promoções, ele deixou bem claro que a posição da categoria é de repúdio contra qualquer iniciativa no sentido de retirar direitos de trabalhadores. O projeto seria votado na sessão de ontem, mas recebeu duas emendas. Uma delas, da deputada Adriana Accorsi, foi no sentido de exclusão da Polícia Civil. A outra, apresentada pelo deputado Major Araújo, foi para exclusão dos policiais militares. A matéria voltará a plenário na quinta-feira ou na próxima semana, motivo pelo qual o SINPOL reitera a necessidade de mobilização dos policiais civis.

A deputada Adriana Accorsi participou da assembleia e ressaltou que desde o primeiro momento se posicionou contra o projeto e que ela e o deputado Major Araújo apresentaram votos em separado. No entanto, não conseguiram impedir que ele fosse levado a plenário. Paulo Sérgio destacou que o SINPOL vem acompanhando a tramitação do projeto desde sua apresentação, fazendo mobilizações e mostrando às autoridades os argumentos dos policiais. “Demos notícias a todos sobre isso e esclarecemos boatos. É bom que se discuta nas redes sociais, mas não adianta deixar a indignação restrita a esses espaços. É preciso que haja mobilização da categoria”, ponderou o presidente do SINPOL. “Os políticos e autoridades recebem os diretores do sindicato com cordialidade, ouvem, mas o que político teme é o número de pessoas unidas, que são potenciais eleitores. É essa mobilização que faz com que eles mudem de opinião”, ressaltou Paulo Sérgio.

Para a assembleia de ontem, o SINPOL investiu em carro de som e na confecção de faixas para serem levas às galerias da Assembleia, para demonstrar o repúdio da categoria ao projeto do governo estadual. Durante a reunião, o SINPOL também manifestou a indignação da categoria em relação ao parcelamento de salários, adotado pelo governo estadual a partir deste mês. “Reconhecemos que a lei em Goiás permite que os salários sejam pagos até o dia 10, mas o governador sempre usou politicamente o argumento de que sempre pagou dentro do mês trabalhado. Com isso, conquistou votos de milhares de servidores públicos”, ressaltou.

Outro assunto em pauta na assembleia foi o posicionamento da categoria diante da mobilização de outras categorias de servidores, que avaliam a possibilidade de greve geral no Estado. Paulo Sérgio explica que a posição do Sindicato é de diálogo, ao mesmo tempo em que apresenta críticas e mazelas. “Se a assembleia da categoria decidir pela greve, junto com outros servidores, esse passará a ser o comportamento do SINPOL, porque a assembleia é soberana”, concluiu.

SINPOL-GO LIVRE E TRANSPARENTE!

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