Policiais civis se posicionam contra criação de 4ª classe da categoria

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Em assembleia realizada nesta terça-feira (22), policiais civis votaram contra a criação da 4ª classe da categoria proposta pelo governo do Estado de Goiás. A reunião aconteceu no auditório Jaime Câmara, na Câmara Municipal de Goiânia. A administração estadual propôs que os policiais civis aceitassem a inserção de 500 novos servidores no efetivo da Polícia Civil por meio de concurso público. Os aprovados seriam designados para os cargos recém-criados de aluno-escrivão e aluno-agente. A remuneração base oferecida pelo governo é de R$ 1.500, com possibilidade de progressão na carreira.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol), Paulo Sérgio Alves de Araújo, afirmou que a decisão dos cerca de 200 policiais presentes na assembleia não o surpreendeu. “Conheço a minha categoria. Temos diversas críticas ao governo em relação a segurança pública”, disse. “A criação da nova classe já foi apresentada e agora o governo quer nos ouvir. Isso deveria ter sido feito antes e só contribuiu para aumentar a crise de confiança que existe entre os policiais em relação ao governo”, afirma o presidente Paulo Sérgio.

Segundo o presidente, durante a negociação, o governo sinalizou que o resultado da assembleia poderia definir se a conversa sobre a reestruturação da carreira dos policiais civis continua. Além de votar contra a proposta, os policiais também deliberaram que o sindicato deve entrar o mais rápido possível com pedido na Justiça exigindo a reestruturação da carreira e que a nova classe da Polícia Civil não seja criada.

“É uma medida eleitoreira. Querem mostrar serviço ao custo de colocar nas ruas pessoas desqualificadas, que ganham menos de dois salários mínimos, portando armas e carteiras funcionais”, lamenta Paulo Sérgio. O presidente lembra ainda que o salário de R$ 1.500 seria o menor do Brasil. “Queremos o concurso, mas os profissionais devem ser valorizados, assim como a população com serviço de qualidade”, reitera.

Proposta de reestruturação

O Sinpol apresentou sugestão de reestruturação de carreira ao governo que leva em conta o momento crítico da economia nacional. “Não pedimos o aumento do nosso piso e o impacto financeiro só chegaria ao Estado no fim de 2017. O que queremos agora é a progressão de carreira para que os policiais civis tenham ânimo para trabalhar e saibam a data em que passarão a ganhar mais”, explica Paulo Sérgio. O presidente lembra ainda que na proposta apresentada pelo sindicato, os policiais civis ainda ficariam com salário 15% menor que de delegados em início de carreira.

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