Diretores do SINPOL-GO respondem a nota oficial da SSP

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Em nota oficial a Secretaria de Segurança Pública, em conjunto com demais chefias, dentre elas o Delegado Geral de Polícia Civil Álvaro Cássio, em resumo, condena com veemência a maneira como vem sendo veiculada a campanha de valorização dos policiais civis do Estado, promovida pelo Sindicato dos Policiais Civis de Goiás. Acusa a entidade de ser irresponsável, mentirosa e que presta desserviço à sociedade e às forças policiais. Assevera como sendo absurda a veiculação de um vídeo em que um ator interpreta um bandido e debocha explicitamente do trabalho das forças de segurança pública. Argumenta como sendo um despautério completo, uma afronta não ao governo, mas a cada policial goiano. Diz ainda que o concurso público a ser realizado pelo governo estadual, em que o salário de policiais civis será de R$1.500, foi objeto de acordo e discussão em mesa de negociação com o SINPOL e aduz que, lamentavelmente, o líder da entidade pauta sua atuação por questões político-partidárias.

A princípio, cumpre-nos informar que o então Presidente do Sindicato dos Policiais Civis Paulo Sérgio Alves de Araújo, foi eleito democraticamente para representar sua categoria no quadriênio 2014/2018, juntamente com os demais diretores. A despeito do que consta na nota, Paulo Sérgio não é filiado a qualquer partido político ou tem pretensões políticas, diverso do atual Secretário de Segurança Pública, que pleiteia o Governo do Estado nas próximas eleições.

Quanto ao argumento de que o SINPOL tenha fechado suposto acordo para a realização do concurso público nos moldes apresentados, esclarecemos que o atual Delegado Geral da Polícia Civil, apresentou ao então presidente da entidade, um documento de autoria da própria Secretaria de Segurança, em que os representantes sindicais deveriam assiná-lo, reconhecendo os esforços empreendidos pela Administração, elogiando, inclusive, a conduta do Governo em sempre buscar investir na segurança pública. A idéia era de que o Presidente do SINPOL admitisse como aceitável a realização do referido concurso.

Para tanto, Paulo Sérgio esclareceu ao chefe da Polícia Civil, que necessário seria antes levar ao crivo da categoria a proposta apresentada, e somente com a aprovação em Assembleia Geral, acordaria com as condições apresentadas. O SINPOL sempre pautou suas ações baseando-se na vontade de seus policiais, aos quais devemos o mais absoluto respeito.

Realizada referida assembleia, os policiais civis presentes, por unanimidade, se colocaram contrários à aceitação da realização do concurso público nos moldes trazidos pela Administração, haja vista que resultaria em uma ainda maior desvalorização na carreira, pior ainda daquela suportada atualmente. A decisão por aclamação da assembleia foi então levada ao conhecimento das autoridades competentes.

No que se refere à produção do vídeo em comento na nota da Secretaria de Segurança, esclarecemos que apesar de tratar-se de um ator, aquele que interpreta o “bandido”, está ali simbolizada toda a realidade vivenciada por cada policial civil do Estado, não havendo nada que fuja da verdade, a não ser o fato de ser um tanto mais ameno, considerando as reais mortes atualmente suportadas pela instituição policial e pelos  familiares de colegas abatidos, ao desempenharem sua missão 24h por dia.

Aqueles que assinam a nota oficial da SSP faltam com a verdade, talvez pela inocorrência de comprometimento com a lisura que lhes deveria ser peculiar, talvez por muitos deles contarem com cargos de confiança, que se contrários forem ao que for determinado por chefes, perdem categoricamente seus postos e gratificações.

O compromisso do SINPOL é com o policial civil e com a sociedade. A esta sim nos cabe levar a realidade e a verdade dos fatos. É para o cidadão goiano que trabalhamos e empunhamos todos os dias nossa vontade e nossa coragem. Nossos policiais quando de operações e missões, não o fazem para darem publicidade ao governo, mas atuam pelo comprometimento que tem eles em proteger a sociedade. Caso existisse essa valorização policial amplamente discutida em nota, ou até mesmo o investimento em equipamentos de segurança, por qual razão haveria de toda uma categoria de policiais civis virem a público mostrar ao cidadão goiano deficiências que inexistem?

A entidade não dispõe de condições financeiras, como o Governo do Estado, com o dinheiro público, para propagar em meios televisivos, a campanha iniciada no dia 18/04/16, a qual deverá se estender por tempo indeterminado. Contudo, nossos policiais reconhecidamente corajosos e guerreiros, em Assembleia Geral definiram a necessidade de se dar publicidade à sociedade, da realidade vivenciada por cada profissional, e qual não foi nossa surpresa, que já no segundo dia, tivemos uma manifestação firme de autoridades, porém, falaciosa.

Esta entidade esclarece que desde o início de sua gestão sempre pautou pelo respeito e diálogo com todas as lideranças, mas é preciso que estas lideranças tenham a compreensão de que devem ouvir e reconhecer seus equívocos e deficiências. Tão somente receberem em seus gabinetes representantes sindicais, dizendo-se abertos ao diálogo, em nada resulta, quando na prática, vê-se aquilo que há anos nossos policiais suportam, o engano, a arte de se ludibriar, de deixar para depois, de levar a estudos e nunca sair do papel aquilo que se é prometido.

Por fim, ao constar em nota que as atitudes do presidente do SINPOL não refletem, definitivamente, o que pensa a corporação, esclarecemos que os responsáveis pela nota, a exceção do Diretor Geral da Polícia Civil, não fazem parte dos quadros da instituição, portanto, o único legitimado a dizer o que pensa os profissionais da Polícia Civil, excetuando-se delegados de polícia, que contam com sindicato próprio, é o Presidente do SINPOL Paulo Sérgio, o qual diz com convicção que a categoria que representa não se curvará a qualquer tentativa de desconstrução do trabalho executado pelo Sindicato dos Policiais Civis de Goiás.

HENRIQUE CÉSAR DE ARAÚJO

ANTONIO DA COSTA E SILVA NETO

DIRETORIA SINPOL-GO

SINPOL LIVRE E TRANSPARENTE

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