Nota de Esclarecimento

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NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em esclarecimento publicado no site da União Goiana dos Policiais Civis, o presidente eleito José Virgílio apresentou justificativas e argumentos endereçados aos associados àquela entidade e aos demais policiais civis do Estado, sobre a participação da associação em reunião com o Secretário de Segurança Pública e demais entidades, na manhã de 25/04/2016.

O SINPOL faz recordar que duas chapas concorreram à diretoria da UGOPOCI, ambas tendo como plataformas políticas amplamente divulgadas, eventual unificação e ações compartilhadas com este sindicato.

Esclarecemos que a pretexto do pleito eleitoral havido na UGOPOCI, em nenhum momento nossa gestão foi sondada pessoalmente por quaisquer representantes da chapa 2, quanto a possibilidade de compartilhamento de gestão. O que se viu foram propagandas basicamente relacionadas a essa questão, sem projetos ou ajustes com a diretoria deste sindicato.

Propagou-se um discurso jamais apresentado à diretoria atual. Portanto, trabalhou-se com algo que não se verificou a possibilidade de ocorrer.

Assim como dito em esclarecimento pelo Presidente da UGOPOCI, a independência das entidades classistas são de fato estabelecidas em lei, assim como são também as normas legais que regram e disciplinam o alcance de atuação de sindicatos e associações, portanto, necessário se faz ater aos princípios que regem as representações classistas.

Ao assumir que se reportou ao Secretário de Segurança Pública sobre temas como abono de permanência, desvinculação do reajuste da receita, promoções, progressões, aposentadoria, dentre outras situações que interessam à categoria, a associação sim, assumiu ter invadido esfera que não lhe cabe, ainda mais considerando que público tornou-se a ilegalidade praticada, ao se produzir a própria nota postada em site.

O SINPOL-GO jamais invadiu área de competência da associação, nem mesmo em gestões anteriores, o que, o contrário, se repetiu por anos e ainda prossegue na atualidade. Há muito suportou-se tal conduta até que a mudança se desse, haja vista o continuismo tão condenado do antigo presidente à frente daquela entidade. Contudo, pior que o continuísmo de pessoas, é o continuísmo de ações arbitrárias e irregulares que visam tão somente o alcance de notoriedade, deixando-se de lado o bem maior, que é a categoria de policiais civis, representada legitimamente pelo Sindicato dos Policiais Civis de Goiás.

É sabido e não menos importante frisar que o SINPOL-GO é quem dispõe de legitimidade para negociar questões concernentes a direitos trabalhistas, a UGOPOCI não conta com tal prerrogativa, o que se tornou ainda mais evidente em decisão exarada pelo STF em 2014, que passou inclusive a exigir das associações realização de assembleias ou autorização expressa individual de cada associado, para possuírem o direito de os representarem judicialmente. Daí vê-se, então, que muito menos autorizado está em proceder a negociatas ou “falar por”, visando usurpar função de entidade classista que detém tal direito, e por que não dizer, dever.

O SINPOL-GO oferece respeito àqueles que de igual maneira respeitam os policiais civis, categoria imensamente desvalorizada e desprestigiada. Somente se dá aquilo que se recebe, todo o resto, é discurso político. Respeito é via de mão dupla e não admite deslizes incompatíveis com o exercício da ética e da moral.

Ao proceder a negociações com a Secretaria de Segurança Pública, em um momento em que a categoria dos policiais civis do Estado, por meio de seu sindicato, promove ampla divulgação publicitária das deficiências suportadas pelos policiais, visando esclarecer à população sobre a precarização das unidades policiais e das condições de trabalho, a UGOPOCI buscou, ainda que inconscientemente, desconstruir todo o trabalho desenvolvido.

Mais estranheza ainda nos causa o fato de arguir desconhecimento das ações do sindicato, já que pelo menos três integrantes da atual diretoria da UGOPOCI, sindicalizados ao SINPOL, sendo eles o próprio Presidente José Virgílio, a Vice Presidente Nelma Felix e o Secretário Silveira Alves de Moura faziam-se presentes e participaram da Assembleia realizada pelo SINPOL, ocasião em que se definiu por meio de votação que o presidente da entidade não assinaria o documento apresentado pela SSP, que tratava da aceitação do concurso público para a Polícia Civil nos moldes apresentados pela Administração e que esta entidade deveria criar mecanismos para ocupar espaços na mídia, no sentido de trabalhar a necessidade de valorização dos profissionais, o que inclusive foi filmado por profissional contratado pelo SINPOL, que constata a presença dos referidos representantes da associação.

Considerando decisão acatada pela diretoria desta entidade, que restou definida pela categoria em assembleia, levando-se em conta ainda o envolvimento dos policiais civis com causa tão nobre, como a valorização da carreira e a publicidade ao cidadão goiano das problemáticas enfrentadas na segurança, não será admitida sob qualquer hipótese, conduta diversa daquela pautada na legalidade e proteção dos policiais civis, a pretexto de se arguir questão diversa. Portanto, esta entidade atuará na esfera judicial sempre que existir dissonância entre legitimidade e aquilo que se busca.

SINPOL LIVRE e TRANSPARENTE

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