Policiais civis buscam por apoio de deputados na PEC da Previdência

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Policiais civis estiveram na sessão desta terça-feira (17) na Assembleia Legislativa para pressionarem e tentarem sensibilizar os deputados estaduais a abrirem diálogo a respeito de dispositivos constantes em projetos do governo estadual em votação na Casa que atentam contra os direitos dos servidores públicos e também da categoria. Mobilizados pelo Sinpol-GO, eles foram à Alego para acompanharem as discussões e votação da PEC da Previdência e outros projetos de lei que afetam, diretamente, as categorias da Polícia Civil.

Os presidentes do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol-GO), Paulo Sérgio Alves de Araújo, da União dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Ugopoci), José Virgílio, e do Sindicato dos Delegados de Polícia de Goiás (Sindepol-GO), Adriano Costa, se reuniram com o líder do Governo na Casa, Bruno Peixoto (MDB), e com o presidente da Alego, Lissauer Vieira (PSB), para apresentarem as demandas dos policiais e mostrarem a importância dos principais pontos questionados pelos servidores da Polícia Civil.

Em defesa dos policiais civis, o presidente do Sinpol-GO afirmou que esse diálogo tem sido feito a fim de sensibilizar os deputados e o líder do governo de maneira a mostrar a necessidade de manutenção da aposentadoria policial nos patamares atuais.  “A nossa atividade é diferenciada. Lidamos com toda forma de violência diariamente, vivemos em situação de risco de forma permanente. Então, precisamos de uma compensação por este serviço árduo”, afirmou Paulo Sérgio.

É isto que os policiais procuraram, de acordo com o presidente. Lotar a galeria da Alego, trazer essas demandas e defender os policiais civis, que não aceitam um tratamento diferenciado dos policiais militares, que tiveram a demanda atendida. “Não queremos um tratamento desigual”, defende o presidente do Sinpol.

Virgílio entende como um desestímulo  ao policial civil e à carreira policial a proposta do governo estadual. “Temos que mostrar para o governo a insatisfação da classe. O efetivo, que é muito pequeno, tem uma produção bastante elevada. Sem os estímulos para o trabalho, podem fazer com que os policiais sejam extintos, porque não é algo benéfico para os servidores que pretendem entrar na carreira”, finalizou.

Diálogo e reunião

Um diálogo seria intermediado ainda hoje pelo líder do Governo, Bruno Peixoto, para que os deputados Adriana Accorsi (PT), Eduardo Prado (PV) e Humberto Teófilo (PSL), os três delegados da Polícia Civil goiana. Eles devem apresentar ao governador Ronaldo Caiado (DEM) a minuta de uma emenda que modifica a PEC apresentada. De autoria do deputado do PV, que é da base do governador, o parlamentar solicita no documento que a Lei Complementar para que os requisitos, critérios e regras para a aposentadoria e pensão de morte sejam regulamentados posteriormente, por meio de uma lei estadual.

Ainda assim, estas demandas apresentadas podem sofrer alterações, ou simplesmente ser recusadas pelo governador, que tem sido bastante reticente nesse quesito, a fim de atender as demandas da GoiásPrev, um dos mais interessados na Reforma da Previdência estadual.

Apesar do diálogo aberto, o presidente do Sinpol volta a reiterar a importância da presença dos policiais na Alego nas próximas sessões, para pressionar os deputados, em especial amanhã (18), às 14h. “É muito importante os policiais estarem aqui, uniformizados, para que os deputados possam enxergar o quanto os colegas estão insatisfeitos com a reforma administrativa e, principalmente, a Reforma da Previdência, que nos colocará como policiais de segunda categoria”, convocou.

SINPOL LIVRE E TRANSPARENTE!

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