Policiais relatam orgulho por campanha de valorização

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Nota enviada pelo Sinpol ao jornal Diário da Manhã

Policiais relatam orgulho por campanha de valorização

A respeito da reportagem “Campanha do Sinpol provoca indignação em forças policiais”, o Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás presta alguns esclarecimentos aos leitores do Diário da Manhã: Ao contrário do que diz a matéria, não foi o presidente do Sinpol, Paulo Sérgio Alves de Araújo, quem lançou “três vídeos”. A campanha de conscientização da sociedade para o descaso com a Segurança Pública em Goiás e de valorização dos policiais civis foi lançada pelo Sinpol, pessoa jurídica, com amplo respaldo da categoria, pois o pedido por sua realização partiu dos próprios policiais civis, cansados de ser humilhados e aviltados pelas péssimas condições de trabalho, pelos baixos salários e pelo assédio moral, caracterizado por inúmeras iniciativas do governo do Estado, inclusive plantões de sobreaviso sem o devido pagamento previsto em lei, desvios de função e jornadas extenuantes de trabalho, entre outros. A prova incontestável da aprovação e do apoio por parte dos policiais civis são as fotos que eles têm enviado ao Sinpol, posando ao lado de outdoors que chamam a atenção da sociedade para a realidade enfrentada por eles no combate diário à criminalidade, fotos que acompanham esta nota. Sim, os policiais civis têm orgulho da campanha de valorização da categoria.

A propósito, a campanha não é composta apenas por três vídeos. Os vídeos fazem parte dela. São três peças: uma mostrando o lado do policial civil, fazendo um desabafo e denunciando as condições de trabalho em delegacias caindo aos pedaços, sem a menor condição de oferecer à sociedade o serviço que ela espera; outro com a visão do cidadão, cansado de ser vítima dos criminosos; o outro, retratando a forma como a bandidagem zomba da polícia sem estrutura, inclusive fazendo dos policiais seus alvos, como atestam várias e recentes mortes de policiais civis defendendo a sociedade. A campanha está disponível no hotsite policialvalorizado.com.br e é composta também por postagens abordando situações que fazem parte do dia a dia dos cidadãos de Goiás. Vale a pena conferir.

Na matéria do jornal, é praticamente reproduzida toda a nota assinada pelas autoridades da cúpula da Segurança Pública de Goiás, que diz, entre outras inverdades, que a Polícia Civil de Goiás é uma das mais bem equipadas do País. A prova, novamente inquestionável, da inverdade dessa afirmação foi dada ontem no 6º distrito policial de Goiânia, na Cidade Jardim, quando os agentes mostraram os coletes balísticos com validade vencida. Ou seja: os integrantes da tal “polícia mais bem equipada do País” vão para a rua enfrentar os bandidos com coletes vencidos. Pensando estar protegidos, estão indo ao encontro da morte. Cabe ressaltar que os criminosos muitas vezes portam armas muito mais potentes e novas do que as dos policiais civis, bastando ver as ações do “novo cangaço”, com criminosos explodindo bancos no interior do Estado, matando pessoas e espalhando o terror.

Concurso
Sobre o anunciado concurso público para contratar policiais civis com o menor salário do país, o Sinpol faz dois esclarecimentos:

O primeiro: O governo do Estado criou, com a anuência da Assembleia Legislativa (não sem o nosso protesto), a carreira de agente e escrivão de polícia substituto. Na prática, reduziu a pó a já tão afrontada carreira dos policiais civis e criou o cargo com o menor salário do País, R$ 1,5 mil brutos, que, com desconto de Imposto de Renda e Ipasgo, chega a R$ 1,24 mil.

O segundo: O Sinpol jamais concordou com essa proposta esdrúxula do governo do Estado. Aliás, como era de esperar de uma entidade sindical séria: não poderia, jamais, compactuar com a redução de salário a níveis aviltantes, os mais baixos do Brasil. O presidente do Sinpol, Paulo Sérgio Alves de Araújo, participou (como sempre tem participado) das reuniões para tratar de assuntos de interesse da categoria. Quando foi apresentado o documento para ser assinado, anuindo com a criação da classe de policial substituto, o presidente do Sinpol informou que não poderia assinar tal documento sem convocar a categoria em assembleia. E não assinou. Ao contrário do que diz a matéria, o presidente do Sinpol não desconversou sobre o assunto durante a coletiva de imprensa. Ao contrário, esclareceu os fatos e disse que continua, como deve ser a um dirigente sindical, pronto para se reunir e tratar de assuntos que dizem respeito à categoria dos policiais civis do Estado de Goiás. Em tempo: o Sinpol tem recebido inúmeras mensagens de delegados de polícia civil manifestando irrestrito apoio à campanha. Apesar de a direção do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil ter endossado os documentos do governo, eles alegam não ter sido consultados em assembleia.

SINPOL LIVRE E TRANSPARENTE!

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